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O segredo para viver 100 anos? Comer pouco, caminhar e dançar bastante

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Um dos grandes fatos do ano de 1918 foi o fim da 1ª Guerra Mundial, com a rendição da Alemanha. Bem distante disso, na cidade de Ibirapuitan (RS), nascia, no dia 10 de janeiro, Carolina Paludo Nazari. Filha de Antônio e Regina Paludo (ambos em memória), ela comemorou seu centenário com uma festa no último final de semana, quando recebeu parentes e amigos na Sociedade Rural Vale do Iguaçu, em Dois Vizinhos.

O evento foi organizado pelos familiares. “Para nós, conviver com ela é uma grande benção. Aprendemos muito e somos muito gratos por ter a Nona Carolina do nosso lado diariamente”, conta a neta Elizabeth Chioca, que esteve à frente da organização do evento.

Longevidade
Perguntamos para Dona Carolina qual é o segredo para chegar, saudável, ao centenário. “Sem pensar, eu cheguei nos 100 anos. Eu sempre fui assim, gosto caminhar, de dançar, de conversar, de ter amigos. Nunca briguei com uma vizinha, todo mundo me quer bem. Eu não como muito e nunca tive doença nenhuma. Fiz exame de sangue no ano passado e a doutora disse que o exame era de menina. Eu tinha 40 anos e nem sabia o que era médico, nunca tinha ido. Sempre tive uma saúde de ferro e vontade de trabalhar. Ainda tô fazendo crochê”, diz Carolina.
A vida não foi fácil e ela perdeu seus pais muito cedo: o pai faleceu quando ela tinha cinco anos e a mãe faleceu quando Carolina tinha apenas nove anos. “Eu era pequena, quando o pai morreu eu tinha cinco anos. Quando a mãe morreu, eu tinha nove anos. Éramos em seis filhos, a Maria, mais velha, tinha 15. Ficamos os seis, sem pai, nem mãe. Um tio cuidou de nós um tempo até ficar grande. Quando eu tinha 14 anos, meu irmão veio me buscar, ele me cuidou”, completa.
Em 1931, Carolina casou com Mafaldo Nazari (em memória) já na cidade de Soledade (RS). O casal teve duas filhas: Iraci Nazari Prior (em memória) e Claraci Nazari Krein. Carolina ainda tem seis netos e quatro bisnetos, sendo que todos os familiares estiveram presentes na comemoração.


Dona Carolina, no centro, com toda a família que participou da festa. 

O marido partiu cedo
Mafaldo morreu depois de apenas 34 anos de casamento. “Eu fiquei viúva muito cedo, com 53 anos. Fiquei só 34 anos junto com meu marido. Ele era um homem tão bom, tão bom. Trabalhamos na roça os dois, nunca brigamos em 34 anos casados. Depois não quis mais ninguém. Tive amigos, dançava com eles nos bailes, eu vou ainda na terceira idade, mas nunca tive nada”, diz.
Mafaldo teve úlcera e a esposa o acompanhou até os últimos instantes. “Estourou a úlcera no estomago, ele vomitava sangue. Ele me disse: véia, agora eu acho que eu vou ou vou melhorar. Dali um pouco ele falou: olha lá, a minha mãe veio me buscar. A gente estava no hospital. Aí ele se foi”, lembrou.
O casal teve somente duas filhas, um número baixo para a época. “Meu marido não queria porque nós levava as meninas pra roça e era muito sofrido, as pobrezinha choravam, as formiguinha pegavam nas mãozinhas delas e ele ficou triste com isso e disse chega. Ele quis criar bem duas meninas. Nossa, todo mundo tinha bastante filho”, comenta. Depois da perda do esposo, Carolina se dedicou integralmente para as filhas e ajudou na criação dos netos e bisnetos.


A filha Claraci Nazari Krein com a mãe Carolina Paludo Nazari.

No Paraná

Gaúcha, ela chegou ao Paraná em 1990, quando se mudou para Dois Vizinhos. “Eu cheguei no dia 20 de novembro de 1990. Gosto de morar aqui. Gosto de qualquer lugar. Tendo a família perto está bom. Desde cedo moramos na cidade, onde cuidamos de um hotel, porque era melhor para as nossas filhas. Eu fazia crochê, lavava roupa e fazia comida e ele cuidava do hotel. Aí as meninas foram crescendo, começaram a ajudar, iam para o colégio e eu fazia tudo. Eu trabalhei para o Seminário Nossa Senhora de Salete como zeladora por 32 anos”.
O crochê, inclusive, é o hobby de Carolina até hoje, que também gosta de sentar na área de casa, tomar chimarrão e conversar com os amigos. Mesmo com 100 anos, Carolina não deixa de ser vaidosa. “Sempre fui, desde os oito anos eu ia no baile com a minha irmã mais velha e comecei a dançar já. Eu dançava bastante. Agora, depois que morreu minha filha, faz dois anos, não dancei mais nos idosos”, completa.
Caminhadas diárias e visitas ao médico semestralmente também auxiliam para que ela consiga levar a vida saudável.


A bisneta Kerolen Chioca, a neta Jéssica Krein, a filha Claraci, a neta Elizabeth Chioca e Carolina Paludo Nazari.
Fotos: Matheus Foto Color
JORNAL BELTRÃO

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