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Dia internacional contra a violência sobre as mulheres: consciência e esclarecimento, no Colégio Theodureto - Rádio Solidária FM - 105,9 - Muito Mais Você

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Dia internacional contra a violência sobre as mulheres: consciência e esclarecimento, no Colégio Theodureto

Em 1930, na República Dominicana, Rafael Trujillo começava um governo autoritário que, em 25 de novembro de 1960 chocou o mundo com o brutal assassinato das irmãs Mirabal, conclusivo gesto de vingança do ditador contra uma das irmãs que, anos antes, havia se recusado a ter relações sexuais com ele.

A luta e a morte das três irmãs contra a ditadura dominicana transformou-as em símbolo da resistência popular e feminista no mundo todo. Em 1981, em Bogotá, aconteceu o Primeiro Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, germinando na ONU, em 1999, a criação do Dia Internacional Pela Eliminação da Violência Contra a Mulher, com pedidos para que nações e as instituições promovam eventos para sensibilizar as sociedades para um problema que permeia todas as culturas.

Segundo a ONU, violência contra a mulher é “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada”.

Esse tipo de violência é um problema mundial, mas no Brasil e em Santa Catarina os dados são revoltantes e crescentes. No Brasil, apesar do alto índice de subnotificação, aumentaram muito, nestes últimos anos, os registros de violência física, psicológica e sexual. Ainda com os dados de 2017, o Atlas da Violência do IPEA mostra que a taxa de morte de mulheres, naquele ano, chegou ao recorde de 4,7 assassinatos de mulheres para cada 100 mil habitantes.

No estado catarinense, só no primeiro semestre de 2019, o feminicídio aumentou 40% em relação ao ano passado, mostrando uma tendência que cresce 10% ao ano, desde 2014. E o oeste do estado é um dos territórios que lideram essa estatística.

Em Dionísio Cerqueira, seguindo o viés nacional, houve uma sensível redução nos serviços públicos direcionado para as mulheres, com o emudecimento e supressão do Departamento de Política para as Mulheres, exemplo pioneiro no estado, não somente pelo acolhimento das vítimas no Centro de Referência, mas também pelas iniciativas que visavam promover a autonomia profissional e financeira das mulheres, requisito sempre apontado pelos especialistas como imprescindível para a mulher vítima, escapar à violência.

Por inspiração do Departamento, surge a rede, formada por entidades dispostas a ajudar no enfrentamento da violência. Assim, o Conselho Municipal da Mulher, a Secretaria de Assistência Social, a promotoria, o juízo e a assistência social da comarca, Polícia Civil e Polícia Militar, mantém o diálogo integrado e a preocupação com a condição das mulheres. No município hoje, as mulheres vítimas de violência recebem atenção inicial no CREAS – Centro de Referência Especializado de Assistência Social, com acompanhamento de psicóloga, assistente social e advogada.

E na segunda-feira, 25 de novembro, estas entidades desencadearam em Dionísio Cerqueira, um trabalho inédito e fundamental, que consistiu em reunir as estudantes de ensino médio das escolas da rede estadual, no auditório do Colégio Theodureto de Faria Souto, para que um grupo de mulheres qualificadas, respondessem as questões elaboradas pelas estudantes com o apoio de suas professoras em sala de aula, numa experiência que, no mínimo, sugere a importância de uma matéria dedicada ao tema na grade curricular do ensino fundamental e médio.

Após a abertura do evento, com a leitura de um texto consistente e a apresentação de um vídeo excruciante, produzido pela Polícia Militar de Santa Catarina (https://www.youtube.com/watch?v=DEwG_US8A-8), formaram a bancada: a presidente do Conselho Municipal da Mulher, professora Gisele Pacheco; a juíza Carolina Cantarutti Denardin; a vice prefeita Bianca Maran Bertamoni; a assistente social do poder judiciário Geani Ester Rippel; a agricultora Laci Righi, representando os movimentos sociais; a policial militar Tatiana Fontanari; a policial civil, Deise Luciane Bordin; e, representando o CREAS, a advogada Gláucia Simione.

No nível local, foi uma ação digna da recomendação da ONU para a data. O evento no Colégio Theodureto foi algo bem pensado. O elenco de debatedoras, de variada experiência profissional e, cada qual, com notório domínio do assunto, poderia, em formato similar, ser proposto para outros públicos, com resultados seguramente abrangentes e eficazes.

O fato é que na manhã de segunda-feira, por 1h40, aproximadamente, uma rara bancada de autoridades e representantes da sociedade respondeu a perguntas diretas das estudantes que formaram, do início ao fim, uma plateia atenta e interessada.

A presidente do Conselho Municipal da Mulher, a professora Gisele Pacheco, conta que, reunidas, o grupo percebeu a importância de começar a trabalhar com crianças e adolescentes que sabem ou vivenciam a violência no ambiente doméstico. Esta primeira iniciativa foi com meninas, mas a intenção, segundo Gisele, é reunir e conversar com o universo masculino, personagem indissociável deste tema.

 

Segue abaixo, o encontro resumido em um vídeo de 21 minutos.

 

 

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