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Primeira morte por gripe H1N1 é registrada em Descanso

Foi confirmado na manhã desta sexta-feira (02), pela secretaria de saúde de Descanso, o primeiro caso de gripe H1N1 no município.

Conforme a enfermeira Úrssula Ritzel da unidade de Saúde de Itajubá, a vítima é uma mulher de 61 anos não imunizada pela vacina que veio à óbito na última quinta-feira dia 25.

Quando a paciente procurou a unidade de saúde já estava com a doença em estado avançado, a mulher foi então encaminhada a UTI do Hospital São José de Maravilha, com problemas pulmonares graves aonde veio a óbito.

Sintomas da gripe H1N1

* febre alta;

* dor de cabeça intensa;

* dores nos músculos;

* dores nas articulações;

* calafrios;

* tosse;

* falta de apetite;

* vômito e diarreia (em alguns casos);

* falta de ar e desconforto respiratório.

Fonte: progressoAM

 

O que é a gripe H1N1?

H1N1 ficou famoso há uma década, quando uma epidemia desse subtipo do vírus da gripe provocou 2 mil mortes no Brasil. Em 2018, ele foi responsável por 65% dos óbitos decorrentes dessa doença. E ainda preocupa em 2019, porque já registrou vítimas fatais – especialmente no Amazonas, que inclusive antecipou sua campanha de vacinação para conter o surto.

O H1N1 causa os mesmos sintomas das outras versões do vírus influenza: febre alta, mal-estar, dor de cabeça, espirros e tosse. A diferença estaria no risco de complicações.

“Ele é um pouco mais virulento. Ou seja, multiplica-se rapidamente no organismo e provoca mais casos graves em jovens, asmáticos e gestantes”, comenta Rosana Richtmann, infectologista do Instituto Emílio Ribas, de São Paulo.

O H1N1 integra o time dos vírus influenza tipo A, do qual o H3N2 também faz parte. Esse agente infeccioso, aliás, parece ser mais perigoso para os idosos.

A outra família de influenza, do tipo B, geralmente se manifesta de maneira mais branda, segundo Hélio Bacha, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Os especialistas alertam, porém, que as diferenças de agressividade entre os subtipos da gripe são tênues, até porque dependem das constantes mutações que esses vírus sofrem. Em resumo, todos preocupam.

“Temos uma concepção de que o risco é maior quando se trata do H1N1, mas a gripe é uma ameaça sempre, principalmente quando há outras doenças presentes”, reforça Bacha. “Até o tipo B pode ser perigoso”, completa.

O que é diferente no H1N1?

Basicamente, a estrutura do vírus, que possui algumas proteínas diferentes. Além disso, assim como todos os membros da família, o H1N1 sofre mutações frequentes – daí a necessidade de tomar a vacina anualmente, principalmente nas campanhas nacionais. O imunizante é atualizado de acordo com as variedades que estão circulando pelo mundo.

A boa notícia é que as mutações mais impactantes, com potencial extra para fazer estragos, são esporádicas. “A cada seis ou sete anos, temos mudanças mais significativas. Aí costumamos ter epidemias maiores, porque o sistema imune da população não conhece aquele agente, como ocorreu no Brasil anos atrás”, explica Bacha.

Fonte: saude.abril

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